terça-feira, 18 de agosto de 2009

SPA

Já que estou na boa vida, resolvi aproveitar para entrar em forma, Além de praticar esqui (fina) estou nadando também.

O local onde tenho ido dar braçadas se chama SPA Clube Providencia, uma espécie de clube de bairro onde além de piscina e alguns aparelhos de ginástica há também sauna e hidromassagem.

Apesar de ter aulas de natação e hidroginática, a pessoa também pode optar por chegar a hora que quiser e sair nadando sem medo. As raias ficam divididas em nado cômodo, nado médio e nado rápido e há professores que podem, se você pedir, criar um plano de condicionamento físico. Se o seu estilo é entrar mudo e sair calado, também pode, é só escolher a raia e pronto. Há espaço também para gente que faz fisioterapia e para crianças.

Como não é exatamente uma academia e como tenho nadado sempre em horário comercial, a piscina vive cheia de senhorinhas com maios floridos e touquinhas que mais parecem toucas de banho. Na verdade, tem muita gente que vai lá mais para socializar dentro da piscina que para se exercitar.

Providencia, é bom esclarecer, é uma das Municipalidades de Santiago. Na verdade, Santiago não tem prefeito. A cidade é composta de diversas municipalidades e cada uma tem seu próprio alcalde. É como se em São Paulo, em vez de votar para prefeito, você votasse para o administrador regional da Lapa, ou de Pinheiros, sei lá.

Cada Municipalidade tem suas próprias regras: funcionamento de bares, manutenção de áreas verdes, escolas, etc. e fica com seus próprios impostos, que derivam basicamente de imóveis e alvarás de funcionamento de comércios e outros.

Parece que em relação aos impostos há um rachão, para que as Municipalidades mais pobres não fiquem com muito pouco. De qualquer forma, locais mais abastados acabam ficando com dinheiro no caixa e podem investir em clubes como o SPA Clube Providencia já mencionado.

Se você mora na região, vai pagar mais barato. Se morar em outra Municipalidade, poderá freqüentar o clube, mas o custo será mais alto.

Em tempo, transporte, polícia e outras necessidades mais amplas são administradas diretamente pelos Ministérios vinculados à presidência. Como aqui não é federação não existe Governador, mas sim um intendente regional, indicado pelo presidente e que é uma espécie de braço regional do Governo Central para administrar problemas mais regionais.

Aliás, após passar um tempo aqui, estou chegando a conclusão que esse negócio de Federação só serve para dar problema na cobrança de ICMS e perpetuar as capitanias hereditárias, mas isso pode ser assunto para outro tópico.

O charme extra do SPA Clube Providencia é o retorno para casa. Para voltar sempre pego o metro e tenho que dar uma caminhadinha até a estação mais próxima.

O legal é que essa caminhadinha deve ser feita por uma avenida chamada Pocuro que tem uma ciclovia e um caminho para pedestres espetaculares. Vejam algumas fotos.

Notem, na foto acima, que a pista da esquerda é para caminhar e a da direita para bicicleta. OLha o carinha pedalando aí...

Uns passeando o nenê e o cachorro e o outro pedalando...

Não tem muitas folhas e está fazendo frio, mas quem se importa?


E estão vendo a plaquinha ali ao lado, bem na esquina e virada para a rua?






Olha só que coisa mais simpática?

E aqui o pessoal bem que respeita essas coisas...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ai que divertido...

Gente, vocês viram que coisa 'linda' o boxe entre o Pedro Simon, o Renan Calheiros e o Collor no senado? Lavação de roupa suja braba... O povo bom para revirar túmulo!!!

Hahahah que baixaria!!! E a cara de bravo do Collor!!! Tipo, vou enfiar esse microfone no seu cu se você falar a palavra China mais uma vez...

Sabem o que isso me lembra? fantástico!

Andei um tempo sumida e agora tenho tanto assunto que já nem sei por onde começar.

Vou fazer então breves comentários sobre a Porcina. Quando eu escrevi sobre isso pela primeira vez, a 'pandemia' tinha acabado de chegar aqui e estava uma neura louca no país. Mas aí o tempo foi passando, a gripe foi se espalhando e quanto mais a gripe foi se alastrando mais o tema foi perdendo o interesse.

De fato, desde de que essa história começou, já conheci um monte de gente que possivelmente pegou a gripe. Digo possivelmente porque aqui os caras já desencanaram de contar – e, aparentemente, de fazer os testes também. Parece que a coisa funciona assim.

A mulher de um amigo do Carlos, por ex., começou a apresentar os sintomas. Foi para o hospital. Fizeram uns testes e descartaram gripe comum. Conclusão: pode ser que seja Porcina. Dão remédio (que não sei se é Tamiflu) e vai para casa dormir. Uma semana depois já tinha voltado para o trabalho.

Outra menina que eu conheço, também mulher de um amigo do Carlos (e que está grávida), teve febre uma noite. Ligou para o médico. Tomou um antitérmico e passou a noite. No dia seguinte não tinha mais febre, os caras nem foram ver se era ou não era. Acham que não era, mas sei lá.

Para comparar, fui procurar no site do “Mercurio” (o Estadão local) alguma notícia sobre a gripe (número de mortos, doentes), mas não achei nada.

Adiar volta às aulas? Nem pensar. Já voltou todo mundo para escola e com um detalhe: ontem, as sete da matina, o termômetro marcava zero graus! Mesmo assim, a molecada toda já tava indo para escola de bike (dá um dó, diga-se) e de ônibus e ponto.

Aliás, esse é um jeito ótimo de evitar transmissão de gripe. Em vez de ir para escola, o moleque vai para o shopping e fica lá respirando ar puro! Isso para não falar na galera que trabalha (no ar condicionado) e estuda... Claro que ninguém vai se contaminar no trabalho porque a produção, ao contrario da educação, não pode parar ;o)

Eu, particularmente, e a torcida do Corinthians (ou do Colo-Colo para ser mais precisa) andamos de metrô todo o dia. Se eu pegar a porcina, a culpa será da secretaria de transportes de Santiago...

De qualquer forma. Quando eu leio o UOL parece que o ebola chegou ao Brasil. ESTAMOS TODOS CONDENADOS!!! Quem deve estar gostando disso tudo é o Sarney.

Mais um detalhe. A coitada da menina viaja para Disney, fica doente, vai para o hospital, o hospital dá alta e diz: se apresentar febre, dor ou falta de ar a pessoa deve retornar ao hospital... Aparentemente, pelo que andei lendo, isso significa que tá tudo bem pegar um avião e viajar 13 horas de volta para o Brasil porque é super fácil obedecer a essa recomendação no meio de um vôo internacional. Isso, pelo menos, é o que diz a agência de turismos já que os médicos teriam sido informados que ela estaria retornando para o Brasil no dia seguinte.

Vai ver acharam isso porque ela não tinha gripe suína (só uma pequena de pneumonia), mas aí tudo bem. Será que sou só eu ou alguém mais também acha que alguma coisa não bate nessa história?

Logo vou colocar um post sobre Miami e o jacaré que quase comeu meu pé...



quinta-feira, 9 de julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

Jamaica Abaixo de Zero

Esse fim de semana fui tentar esquiar. Foi minha segunda tentativa e dessa vez rolou, ou melhor dizendo, deslizou.

Minha primeira experiência com esquis nos pés foi patética. Passei o dia inteiro para conseguir chegar ao início da pista e tomei capotes de todos os tipos (frente, lado, costas, etc.). Levei horas para fazer menos que o básico e ainda fui humilhada por centenas de criancinhas que passavam voando pela pista.

Dessa vez fui mais bem sucedida.

No primeiro dia fiquei meio quieta no começo da pista, dando umas deslizadinhas despretensiosas e passei mais tempo admirando os japoneses esquiar. Como eles são divertidos! Os caras cruzam meio mundo, usam roupas super descoladas e esquiam tão bem quanto eu, só que com um detalhe: são loucos! Se jogam na neve como se fossem de borracha e caem e riem e se divertem muito.

No segundo dia fiz um curso. Foi a melhor coisa que fiz. Técnica é tudo. Com um pouco de explicação até que não ficou tão difícil. Consegui descer a pista sem cair (muito) e até fiz aqueles ‘S’ na pista. Muito competente. Desci a pista abaixo várias vezes...

Fui esquiar em Farellones, que é estação de esqui mais próxima à Santiago. Chega-se em uma hora (mais ou menos 60 km de distância) por uma estradinha íngreme e cheia de curvas, que não é pior que a Taubaté-Ubatuba. Dá tranquilinho para ir e voltar.

Note que para ir de carro à Farellones é preciso ter correntes para colocar nos pneus. O problema é que só se deve colocar a corrente quando neva e o chão fica cheio de gelo.

Observando a estrada, é fácil notar que não há muito espaço para colocar as tais correntes, o que dá um pouco de medo. No caso concreto não nevou (enquanto estávamos lá) e não foi preciso fazer tais manobras. Assim, fica para a próxima aventura.

Uma coisa é evidente, mesmo para quem tem acesso fácil a pistas de esqui (caso dos santiaguinos), esse é um esporte caro. Para alugar um traje completo (roupa, botas, bastões e, claro, esquis) gasta-se uns 60 dólares, por dia.

Acabei comprando uma roupa usada. Os brechós (aqui há muitos) ficam lotados de roupas de esqui nessa época do ano. Comprei uma jardineira, um casaco e um par de luvas por 80 dólares. Compensa para quem pretende esquiar mais de uma vez.

Já esqui e botas são outros quinhentos. Só vale a pena comprar se você for um entusiasta. Elas são bem caras e mesmo um principiante (como eu) percebe que não dá para comprar qualquer bota. Se quiser comprar, compre uma muito boa ou seu pé não vai mais existir depois de algumas tentativas. Além de serem usadas muito apertadas, como botas de gesso mesmo, elas são feitas para que o corpo seja projetado para frente numa posição pouco natural. Por ser naturalmente tão desconfortável, tem que ser bem feita.

Obviamente, está cheio de brasileiros (mesmo com a porcina), a tal ponto que você pode estar lá na montanha e escutar um “consegui” bem sonoro. Paciência.

Depois que consegui esquiar ficou divertido e menos cansativo, mas você termina o dia podre. Recomendo a tentativa e o curso (não teria conseguido sem o instrutor).

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Porque eu odeio as farmácias do Chile.

Antes de aprofundar o raciocínio, quero dizer que eu amo farmácia (drogaria no caso). É uma delícia andar por aqueles corredores cheios de cremes e shampoo, cheirar pote por pote, olhar todos os diferentes fatores de proteção solar que existem no mundo e, quando se tem um tempinho, comparar uma mecha de cabelo com as amostras da L’Oreal até verificar qual é o nome do seu tom de cabelo (castanho, dourado avermelhado ou louro vermelho escuro, etc.).
Aqui no Chile as farmácias são muito chatas!
Para começar, só aquilo que é estritamente perfumaria fica exposto no balcão. Sabonete, shampoo, desodorante e olha lá. Em alguns casos nem isso.
Quase todo o resto, fica atrás do balcão. Qualquer coisa mesmo. Dermacyd (que aqui chama Lactacyd) fica sempre atrás do balcão. Optti-Free e produtos similares também estão sempre atrás do balcão. Esmalte e maquiagem, tudo trancado a sete chaves.
Em São Paulo, qdo preciso comprar produto para lente de contato vou à farmácia, vejo os produtos disponíveis e escolho o que está em mais vantagem.
Aqui não é tão fácil.
O procedimento é assim. Você chega à farmácia e saca uma senha. Uma papeleta bem similar àquelas disponíveis em repartições públicas, cartórios e outros lugares chatos. Quando finalmente vc é atendido e pede “solución para lentes de contactos” a mulherzinha vai lá e pega o que estiver mais caro. Se quiser verificar o preço, o sujeito tem que se esticar e ver quais outras marcas estão disponíveis, pedir todas e perguntar.
Por algum tempo, cheguei a pensar que houvesse uma limitação para deixar alguns produtos expostos, mas não deve ser nada disso não. Até porque dá para comprar toda a bagulhada sem receita.
Acho que é mesmo uma estratégia “burra” para fazer mais dinheiro.
Aliás, quando cheguei aqui pela primeira vez, o assunto do momento era o cartel formado pelas três principais redes de farmácia locais – e denunciado por uma delas - no intuito de vender mais caro e eliminar os genéricos. Tinha um monte de gente protestando na frente das farmácias e só se falava nisso.
Até agora nada mudou. Os caras continuam empurrando coisas e caras e produtos simples (tipo soro fisiológico) não se encontram em lugar nenhum.
Se eu fosse amiga do Onofre mandava abrir uma drogaria aqui e inovar o conceito de farmácia. Aposto que faria fila de dobrar o quarteirão.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Momix

O Momix esteve em Santiago e eu aproveitei.

Para quem não sabe, Momix é uma companhia de dança americana que tem por marca registrada a ilusão de ótica, o trabalho com luz e sombra, bonecos e acrobacia. Aí em baixo, coloquei um link para um vídeo que está no youtube e que tem um resumo do espetáculo que eles apresentaram aqui (Bothanic).

Como não estou aqui para fazer crítica de espetáculos vou apenas dizer que gostei MUITO do show.

Comprei os ingressos pelo Ticket Master daqui. Primeiro, tentei por internet. Não consegui porque não tenho RUT (que é o RG, CPF, carteira de motorista e n° de passaporte dos chilenos).

Acabei tendo que comprar por telefone e não me irritei. A mocinha foi educada e bastante paciente. Além disso, embora não tenha sido atendida de primeira, devo dizer que a espera foi bem aceitável.

O espetáculo foi no teatro Teleton. Trata-se de um teatro com capacidade para 1250 butacas, que se localiza no centro da cidade (próximo ao metrô, inclusive). Sábado levou, no máximo, 15 minutos para chegar.

Não sei muito sobre a história do teatro, mas sei que ali se apresenta (ou apresentava) o Teleton (óbvio). Quem apresenta o Teleton é Don Francisco (o Silvio Santos da América Latina, que vive em Miami e, por acaso, é chileno).

Passando o teatro, há um estacionamento gratuito, mas não muito grande. De qualquer forma, chegamos com meia hora de antecedência e tinha onde estacionar.

Comprei um ingresso intermediário (aproximadamente 100 reais) e a visibilidade estava bem boa.

A única coisa foi que achei a platéia meio fria. Estou acostumada a uma certa algazarra (assobios, gritos, gente aplaudindo em pé, etc.). Aqui não teve nada disso, só uns aplausos modestos. No entanto, não acho que as pessoas tenham desgostado.